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Medicina ortomolecular

Atualizado: há 5 dias



visa restaurar e manter o equilíbrio dos processos fisiológicos do organismo através da ingestão de nutrientes específicos, que pode ser realizado principalmente a partir de duas abordagens: 

1 - A primeira consiste em uma reeducação alimentar, evitando alimentos industrializados e dando preferência para o consumo de alimentos naturais e que contribuam para a promoção da saúde do organismo;


2- A segunda envolve a suplementação em doses adequadas de substâncias consideradas naturais ao organismo humano, ou seja, substâncias que estão presentes fisiologicamente no nosso corpo, como vitaminas, aminoácidos e sais minerais.


Tanto a reeducação alimentar quanto a suplementação nutricional são realizadas de forma personalizada, avaliando as necessidades individuais de cada paciente por meio da avaliação de aspectos clínicos e de parâmetros bioquímicos do indivíduo. O tratamento ortomolecular consiste na ingestão de substâncias essenciais que favorecem a recuperação natural do organismo, reduzindo processos associados ao desenvolvimento de doenças como, principalmente, o estresse oxidativo.


O estresse oxidativo e a prática ortomolecular


Espécies reativas de oxigênio (ROS) e outros radicais livres são produzidos constantemente no organismo humano, visto que diversos processos essenciais para a nossa sobrevivência resultam na geração destes componentes, tais como a respiração celular e o metabolismo mitocondrial. As principais formas de espécies reativas incluem o ânion superóxido, o peróxido de hidrogênio, o radical hidroxila, o óxido nítrico (NO) e o peroxinitrito. No entanto, o acúmulo desses radicais pode provocar danos irreversíveis ao organismo humano, visto que favorece o aumento da peroxidação lipídica e da inflamação, além da oxidação do DNA – efeito que pode acarretar em alterações da expressão de genes e proteínas importantes, bem como em mutações genéticas relacionadas à carcinogênese. 2

O acúmulo de ROS e de outros radicais livres resulta da instalação do estresse oxidativo – processo em que ocorre o desequilíbrio entre a produção de espécies reativas e sua remoção (ou neutralização) através de sistemas antioxidantes. Diversos estudos têm demonstrado a associação do estresse oxidativo com o envelhecimento e a longevidade do ser humano, relacionando o acúmulo de radicais livres com o desenvolvimento ou progressão de inúmeras condições clínicas – incluindo doenças neurodegenerativas (como demência e doença de Alzheimer) e o câncer – que exercem um impacto negativo sobre a qualidade e expectativa de vida do indivíduo. 2–4

Por utilizar diversos suplementos com atividade antioxidante, a Medicina Ortomolecular tem sido investigada como uma abordagem para combater o estresse oxidativo e prevenir o desenvolvimento de doenças através da melhora das defesas antioxidantes naturais do organismo, contribuindo para a qualidade de vida e longevidade do indivíduo praticante dessa terapêutica. Dentre os diferentes nutrientes utilizados na Medicina Ortomolecular destacam-se a vitamina C, a vitamina E, as vitaminas do complexo B, o betacaroteno (ou pró vitamina A), a quercetina e a coenzima Q10. Além de auxiliar na prevenção de doenças associadas ao envelhecimento do organismo, a Medicina Ortomolecular tem sido investigada, ainda, para o tratamento adjuvante de condições agudas e crônicas como, por exemplo, obesidade e doenças cardiovasculares, infecções virais, distúrbios psiquiátricos (esquizofrenia, depressão, bipolaridade, entre outros) e diferentes tipos de câncer.




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