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Medicina integrativa como nova visão no tratamento a Pacientes.




Por muito tempo, o corpo humano foi visto pela medicina como uma máquina, com intervenções apenas sobre os sintomas ou a parte afetada. Simples assim. Esse conceito é um tanto limitado, considerando a complexidade do organismo humano e suas particularidades, que transcendem o aspecto físico. No entanto, hoje, essa visão está em mudança e parte disso se deve ao avanço da medicina integrativa.

Esse novo conceito observa o paciente considerando a sua individualidade, ou seja, como um ser único que merece uma atenção personalizada. Diante disso, são adotadas abordagens que envolvem alimentação adequada, prática de atividades físicas e suplementação nutracêutica.

Além disso, existe a participação ativa do próprio paciente nesse processo. Em especial, para entender a causa de seus problemas, identificar a inflamação crônica e adotar a conduta mais eficiente. Para entender melhor o tema, continue a leitura. Aqui, abordamos o essencial a respeito do assunto.


O que é a medicina integrativa?


Segundo o Hospital Albert Einstein, podemos compreendê-la como a prática que reafirma a importância da relação entre profissional de saúde e paciente. Ela é focada no indivíduo em sua totalidade e baseada em evidências. Ainda, usa a perspectiva terapêutica e os profissionais de saúde adequados para obter o melhor tratamento e cura, conforme as necessidades específicas do indivíduo.

O termo “integrativa” diz respeito a integrar todas as funções do corpo humano e possibilitar que elas funcionem em perfeito estado e na totalidade. Nesse sentido, a medicina integrativa coloca o paciente no centro do processo de tratamento. Assim, ele sai da condição de passivo e se torna mais ativo na preservação e manutenção de sua saúde.

Portanto, o foco principal é proporcionar o aumento na saúde total do paciente. Dessa forma, um corpo mais saudável consegue se livrar naturalmente de eventuais enfermidades, além de prevenir que elas venham a acontecer. É importante ressaltar que a medicina integrativa não tem nenhum objetivo de substituir os métodos tradicionais, que usam medicamentos e outros tipos de tratamentos para doenças específicas.

No entanto, o que se propõe é a união da medicina tradicional com a integrativa. Sempre com o objetivo de proporcionar qualidade de vida para os usuários dos dois lados da ciência. Em outras palavras, o foco seria aliar ambos os lados da medicina:

  • os tratamentos medicamentosos, para livrar o paciente de eventuais efeitos colaterais:

  • a aplicação de abordagens diferenciadas, que visam resolver a causa dos seus problemas de saúde.

O que são as parcerias na medicina integrativa?


Vale dizer que ela também é composta por aquilo que os especialistas da área chamam de parcerias profissionais. Isso significa uma união de áreas e formações, bem como de técnicas para cuidar do paciente em sua essência.

Ela usa os conhecimentos tradicionais da medicina alopática com práticas alternativas, como meditação, atenção plena, técnica de respiração, entre outras. Isso é feito para garantir ao paciente um atendimento completo e personalizado em todos os âmbitos da vida.


Quais são os principais exemplos da medicina integrativa?


Muitos profissionais de saúde até conhecem o conceito aqui abordado ou, em algum momento de suas carreiras, já ouviram falar sobre. No entanto, poucos sabem como aplicá-lo no seu dia a dia. Pensando nisso, elencamos alguns exemplos que podem ilustrar melhor o conceito.

Pacientes que apresentam exames normais, mas se sentem doentes

Muitos pacientes não apresentam nenhuma anormalidade em seus exames clínicos, mas se sentem doentes. Nesse caso, a medicina integrativa pode ser aplicada para tratar os sintomas secundários, que podem estar associados a fadiga, cansaço mental ou físico etc. Esses são os primeiros sinais de que as funções corporais estão em desalinhamento.

O próximo passo é a observação de doenças crônicas que, em muitos casos, são atribuídos a processos naturais de envelhecimento. O problema é que essas enfermidades vêm atingindo cada vez mais os jovens. A explicação para isso está no estilo de vida desregrado e na falsa sensação de bem-estar que os medicamentos que controlam alguns dessas condições proporcionam.

Pacientes que aparentam saúde, mas têm problemas em desenvolvimento

Outro foco da medicina integrativa é atender pacientes que aparentam um estado normal de saúde, especialmente quando pensamos na correlação entre comorbidades comuns com as pessoas que estão em sobrepeso e obesidade.

Não é raro encontrar pacientes que estão na forma ideal, imaginando estarem livres dessas doenças causadas pelo excesso de peso. Em alguns casos, essas pessoas podem desenvolver uma inflamação crônica sem imaginar, bem como o aumento no índice de gordura visceral, que ainda não é aparente visualmente.

Nesse caso, a medicina integrativa atua na identificação de eventuais erros alimentares cometidos pelo paciente e promove ajustes através de suplementação. O intuito é suprir necessidades alimentícias, além de recomendar a prática de dieta específica e atividades físicas.

Novamente, torna-se imprescindível a participação do paciente em seu próprio desenvolvimento da saúde. Por isso, é importante fazer um trabalho de orientação, demonstrando-lhe que, mesmo com a adoção de uma abordagem mais eficiente, ela não terá sucesso sem a sua própria colaboração. Isso deve ocorrer, sobretudo, em questões relacionadas aos hábitos alimentares e à prática de atividades físicas.


Medicina multidisciplinar e terapias alternativas.


Outro exemplo em que se percebe a aplicação da medicina integrativa é no tratamento que necessita de múltiplas especialidades médicas. Além da terapia medicamentosa, o paciente precisa, por exemplo, de fisioterapia e de acompanhamento psicológico.

As terapias alternativas também podem ser coadjuvantes aos tratamentos médicos tradicionais, como acupuntura, quiropraxia, terapias holísticas, hipnose, entre outros. A abordagem dos aspectos psicológicos e, até mesmo, espirituais do paciente torna o tratamento abrangente e completo. O tema é tão importante que vale destacar um pouco mais sobre esses tratamentos relacionados à medicina integrativa.

Acupuntura


Essa é uma técnica milenar usada na medicina oriental que estimula pontos anatômicos do corpo, por meio de agulhas, para ativar diversos sistemas do organismo.


Quiropraxia


Pode ser usada para prevenir lesões causadas pelo desalinhamento da coluna vertebral, em resultado de má postura ou, até mesmo, estresse e ansiedade. Apesar de a Quiropraxia ser um procedimento 100% físico, esse melhor alinhamento pode interferir em disfunções relacionadas ao humor e à memória.

Terapia holística


Tem muita relação com a medicina integrativa. Isso porque ela também analisa o ser humano na totalidade, ou seja, um conjunto que deve funcionar em perfeito estado para garantir saúde e bem-estar. A terapia holística é a essência desse processo por dois motivos:

  • a princípio, por tratar o paciente em sua totalidade;

  • em segundo lugar, por entender a importância da participação do próprio indivíduo.

Hipnose


Essa técnica gera certos preconceitos, pois muitos a associam a um processo de estimular, instigar ou manipular pessoas a tomarem atitudes que estão em desacordo com a sua própria vontade. Contudo, quando nos referimos a essa técnica aplicada à medicina integrativa, tratamos de algo diferente.

A Hipnose está relacionada a um momento de interiorização do paciente, em que ele fica focado apenas em seus sentimentos e suas sensações. Portanto, trata-se de um estado meditativo, no qual é possível inserir sugestões que podem ajudar na eliminação de sintomas de estresse, ansiedade e até depressão.

Os malefícios do estresse não são mais segredo para ninguém. Quando ele ocorre de modo crônico, vários problemas são desencadeados, aumentando quadros inflamatórios que podem esconder doenças. Nesse sentido, o profissional da saúde precisa de métodos capazes de solucionar essa questão, podendo usufruir de tratamentos como a hipnose.


Medicina anti-aging


A prática integrativa no envelhecimento saudável visa capacitar os médicos na formação do diagnóstico e conduta terapêutica em relação à reposição hormonal. Para isso, é recomendado que o profissional na medicina integrativa busque atualização científica e continuada, baseada na bioquímica, prática ortomolecular e fitoterápicos.


Como a medicina integrativa atua na inflamação crônica?


Além dos tratamentos alternativos que a medicina integrativa traz para o mercado, não podemos deixar de mencionar a questão da inflação crônica subclínica. Afinal, a maioria dos problemas de saúde que aflige as pessoas hoje inicia-se com um processo inflamatório. Entre os principais casos, estão as doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes e síndrome metabólica.

O grande dilema é que a inflamação crônica é capaz de mascarar alguma doença preexitente. Nesse caso, a adoção de um tratamento específico e direcionado se torna muito difícil. Por exemplo, chamamos elementar ou primária a hipertensão que não tem causa específica. Porém, ela pode ser causada devido a um processo inflamatório.

Assim, a falta de controle dessa situação pode colocar a perder toda a tentativa de resolver o caso do paciente. Nesse sentido, independentemente do cenário, é válido consultar quadros inflamatórios por meio dos exames voltados para essa finalidade.

Como muitos problemas que o indivíduo está passando são mascarados pela inflamação crônica, alguns deles só manifestarão sintomas a longo prazo. Por isso, a identificação de quadros inflamatórios facilita bastante o diagnóstico precoce e, principalmente, uma abordagem holística e eficaz.

Em conclusão, a medicina integrativa é a tendência do momento e tem tudo para fazer parte dos preceitos de um atendimento médico mais humanizado, personalizado e eficiente. Com base nela, todos os fatores se complementam atuando na prevenção de doenças e na manutenção da qualidade de vida. Além disso, é fundamental que o profissional insira o paciente em seu próprio tratamento. Esse é o princípio básico dessa abordagem.


Fonte: Site Iberomagistral.

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